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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Abandono

Tava olhando o que rola por aqui e vi que a cozinha ocupa muito pouco espaço no blog.

Essa coisa, que ocupa grande parte de mim e de minha criatividade, também tem aparecido pouco no meu cotidiano. Porquê cozinhar o básico todo dia não é lá muito agradável. Mas já a gente faz as pazes.

Super Ofélia, ativar!

sábado, 18 de agosto de 2007

Massa

A cozinha aqui em casa anda um pouco mais movimentada. Depois de ela e eu termos 'dado um tempo', aos poucos estamos voltando as boas. Sexta-feira, nesse clima e incentivado pela companhia mais gostosa dos últimos tempos, ao invés de comer aquela velha pizza de mercado surgiu a idéia conjunta de uma massa simples e gostosa. Com uma olhada rápida nas prateleiras do mercado, os ingredientes foram sendo pescados: champignons e raviólis foram as estrelas da festa e assim foi concebido o 'Cogüióli'. Anota ai a receita e lembre-se, ela é à prova de preguiça (rápida de fazer e uma delicinha).

Cogüióli

-1 pacote de massa fresca de ravióli (qualquer recheio)
-1 vidrinho de champignons (fatiados)
-1 cebola picada em quadradinhos pequenos
-2 copos de leite
-Queijo mussarela (em fatias)
-3 colheres (sopa) de manteiga
-2 colheres (sopa) de farinha de trigo
-temperos a gosto (ervas, pimentas)

Cozinhe a massa no ponto preferido (eu prefiro bem al dente). Agora parta pro molho. Primeiro refogue rapidinho a cebola na manteiga e logo em seguida junte a farinha de trigo. Quando a farinha estiver douradinha, derrame o leite aos poucos, sem parar de mexer. Com um pouco de tempo o molho começará a ficar mais grosso e aí é a hora de juntar o queijo. Vá aos poucos adicionando pedaços das fatias, que irão rapidamente se derreter no molho. Observe o ponto desejado (molho mais grosso ou mais ralo) e seja cauteloso pra não colocar queijo demais porquê o molho pode adquirir uma textura arenosa. Com o molho no ponto desejado, junte os champignons e tempere a gosto (por aqui usamos pimenta do reino e manjerona desidratada e ficou bem gostoso).

Esse molho básico dá chances de uso da criatividade. Por quê não criar alcaparrólis, palmitólis e outras coisitas más? O Cogüióli aqui de casa tá bem ai embaixo e a nuança exata dessa alegria de sexta-feira se esconde aqui.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Herbivoria

A ousadia é uma das características que gosto na cozinha. Invenções que parecem estranhas mas funcionam bem (ou não!) e o uso repaginado de um ingrediente, fugindo do preparo convencional, muitas vezes me surpreendem. Há pouco tempo, em uma reunião gostosa na quinta-feira a noite, uma amiga fez uma 'quiabada' em casa. A danada pegava os quiabos, passava-os em uma manteiguinha e os tacava em um grill elétrico. Pouco tempo depois o quiabo saía soltando fumaça, com aqueles desenhinhos bonitos da grelha e um sabor delicioso! Hoje, olhando minha churrasqueira elétrica há tempos encostada e diante de uma bandeijinha de quiabo, não tive dúvida: Quiabada na Sexta-feira! A empolgação foi tanta, que coloquei os quiabinhos amanteigados pra serem assados e corri pra geladeira atrás de mais vítimas do acaso. Olhei a cenoura, o limão-siciliano, o alface, umas cebolinhas... A vontade que tinha era de colocar tudo, experimentar. Mas cenoura, alface e limão siciliano? Achei melhor me controlar, respirei fundo e lembrei das cebolas, que foram cortadas em rodelas generosas, temperadas com curry, azeite e uma pitadinha de sal e viraram churrasquinho. Também fiz churrasquinho de pão com vinagrete e comi toda churrascada verde acompanhada de arroz com brócolis . E depois de ter virado hippie, o vegetarianismo decidiu me visitar (visitar apenas, porquê a ele eu não me rendo!).

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Cozinha

Quando piso na cozinha já me sinto completamente a vontade, me sinto mesmo em casa. O fogão, as facas, batedeiras, tábuas, fouet (ou batedor) são alguns dos instrumentos da orquestra que a cada dia aprendo a reger e a afinar. Adoro quando as coisas se tornam instigantes a ponto de colocar minha criatividade a pino. O olhar sobre um ingrediente seguido da pergunta 'E agora, josé?'. Uma última abobrinha virando um gratinado enriquecido com cenourinha e pimenta do reino branca (que ainda fica na memória de uma amiga que sempre pede 'aquela' abobrinha), umas poucas fatias de mussarela com uma pitadinha de pimenta do reino tranformados em um molhinho simples e gostoso, a carne de sol sendo bem escondidinha por um purê de macaxeira, uma tortinha integral de brócolis e por ai vai. Também gosto do mais cotidiano e de fazer um prato quando bate aquele desejo de grávida. Umas batatinhas fritas na madrugada, um brigadeiro pra depois do jantar e o bom e velho bolo de cenoura. Sempre me perguntam se eu tenho uma receita preferida e realmente nenhuma consegue ser campeã. Na cozinha eu danço mesmo conforme a música, ou melhor rejo de acordo com o ingrediente. Aproveitando a inspiração culinária, vou deixar aqui uma receitinha de um bolo de cenoura facílimo, daqueles de sentar no sofá com o tabuleiro cheio e levantar 1 kg mais gordo (que você começa a gastar lavando com o tabuleiro vazio).


Bolo de Cenoura de liquidificador

- 3 unidade(s) de cenoura picada(s)
- 3 unidade(s) de ovo
- 1 xícara(s) (chá) de óleo de soja
- 2 e 1\2 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
- 2 xícara(s) (chá) de açúcar
- 1 colher(es) (sopa) de fermento químico em pó

Coloque a cenoura, os ovos e o óleo no liquidificador e bata até a cenoura ficar bem pequenininha. Junte a parte líquida a farinha e ao açúcar e após misturá-los, junte o fermento.
Leve para assar em uma forma untada.


Se quiser deixá-lo mais gostoso ainda, faça uma coberturinha simples de chocolate e jogue por cima do bolo assado. Depois disso vá lá sentar no sofá, vá!