O tempo passa, a vida muda, o corpo muda e muito natural (e loucamente!) a cabeça muda. Eu gosto muito de vários desses movimentos, é uma delícia se perceber amadurecendo, ver coisas por outros ângulos que antes pareciam impossíveis, descobrir gostos diferentes, se fazer percebido e ouvido e tantas outras coisas. Mas nem tudo é tão agradável assim e outras mudanças as vezes me parecem bem esquisitas. O humor varia de um jeito um tanto quanto diferente de antes, os horários já não variam tanto e agora são rígidos e bem amarrados e o cotidiano repetitivo chega a ameaçar minha leve geminianice. Fato: a nostalgia tomou conta de mim e trouxe junto o luto por um monte de coisas boas que já foram. E essa vai sendo a vida, que me esbarranca mas trata também de me levantar.domingo, 15 de março de 2009
Up to date
O tempo passa, a vida muda, o corpo muda e muito natural (e loucamente!) a cabeça muda. Eu gosto muito de vários desses movimentos, é uma delícia se perceber amadurecendo, ver coisas por outros ângulos que antes pareciam impossíveis, descobrir gostos diferentes, se fazer percebido e ouvido e tantas outras coisas. Mas nem tudo é tão agradável assim e outras mudanças as vezes me parecem bem esquisitas. O humor varia de um jeito um tanto quanto diferente de antes, os horários já não variam tanto e agora são rígidos e bem amarrados e o cotidiano repetitivo chega a ameaçar minha leve geminianice. Fato: a nostalgia tomou conta de mim e trouxe junto o luto por um monte de coisas boas que já foram. E essa vai sendo a vida, que me esbarranca mas trata também de me levantar.sábado, 13 de dezembro de 2008
Língua de trapo
Sumiu dali mas não sumiu dele, definitivamente. Ele existia ali mas achava a vida um tanto mais corrida e um tanto mais sonolenta. E foi sentindo que tava parando de sentir, como se estivesse sob o efeito de uma boa dose de anestésico, daquelas que te deixa voando sem paradeiro. Num desses vôos deve ter perdido a língua por qualquer esquina aí, parece que aconteceu sem dor e sem apego. Quando viu, som nenhum saía daquela boca. Achou melhor calá-la, porque de boca aberta e anestesiada só sai baba.Ainda anda por aí, catando os trapos perdidos pra botar a boca no mundo e falar do seu bloco, que continua na rua.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Não
Como dói uma expectativa quase concreta que dá errado. Primeiro a gente se sente em frangalhos, e imagina todos aqueles planinhos que pareciam tão próximos (e tinham uma carinha tão bonitinha) se estatelando no chão. Depois é a vez da voz falhar e do olho começar a marejar, mas não é permitido chorar ali, daquele jeito. Então eu corro e escrevo (o que já virou clichê por tantos cantos) pra usar uma das vozes que ainda me restam.
Mas um pouquinho do engasgo fica aqui.
E tomara que eu tenha colhão pra ir pra frente!
Mas um pouquinho do engasgo fica aqui.
E tomara que eu tenha colhão pra ir pra frente!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Heatwave
Amanheci febril e com a garganta sofrendo. Mas isso não é sinônimo de leseira o dia inteiro e abandono no colchão. Um banho frio ainda me aguarda e nada melhor do que se alegrar um pouquinho pra enfrentar os arrepios. Eu escolhi Martha & The Vandellas pra animar minha manhã. Gosto das meninas desde que as ouvi num CD comemorativo do Motown e acabei de encontrá-las no youtube.
Aqui, a música que ouvi no cd do motown.
Alguns anos depois, com uma galere dançando e a força na peruca ditando o ritmo.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Alegria, Alegria
Tem algumas (poucas) pessoas que fazem parte de mim e isso é (quase) uma experiência celular. Elas chegam e ficam sem fazer força e sem dificuldade. É com elas que tenho vontade de sentar e rir por horas, de encontrar um novo achado e sair correndo pra contar, de ligar só pra perguntar se está tudo bem. São do mundo e nele, são minhas. Alegria cotidiana saber disso. Partes de mim.Parceiros de crime.
Pedras preciosas.
Pedras preciosas.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Despreparado pra queda
E o mês de maio vem chegando de mansinho e no horizonte já começa a aparecer uma pontinha do meu inferno astral. Acho que já sabia que ele junto com uma queda recente não seriam fáceis, mas mostrar toda minha falta de fé é muito hard! Essa coisa de vida adulta, de realização e muitos outros blábláblás tem me enchido o saco como nunca e minha raiva, antiga aliada que me fazia sair por aí gritando e cuspindo, agora só me faz chorar. Tenho andado frágil, com caco pra todo lado, mas verdadeiro pra caramba. Ô ciranda da minha vida!
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