E na hora de enfrentar meu dragão, o coração pulou na boca e os olhos quiseram chorar. Juntei meu último pedaço de trapo, respirei fundo e a boca foi abrindo e um tantão de monstro foi saindo. Meu bauzinho (quase hermético) de tranqueiras se abriu e consegui falar e também ouvir. O corpo todo tremeu, misturando culpa, olhos marejados, dor e mais um monte de coisas. E surpreendentemente ouvir foi tão importante quanto falar. E meu coração ficou tão pequenino e apertado que coube na palma da minha mão. Agora sei que problemas de comunicação me deixam completamente paranóico mas conversar, me expôr e ouvir as outras partes envolvidas me limpa mais que criolina. Ah! e minha língua nem é tão pequena assim.sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Leveza
E na hora de enfrentar meu dragão, o coração pulou na boca e os olhos quiseram chorar. Juntei meu último pedaço de trapo, respirei fundo e a boca foi abrindo e um tantão de monstro foi saindo. Meu bauzinho (quase hermético) de tranqueiras se abriu e consegui falar e também ouvir. O corpo todo tremeu, misturando culpa, olhos marejados, dor e mais um monte de coisas. E surpreendentemente ouvir foi tão importante quanto falar. E meu coração ficou tão pequenino e apertado que coube na palma da minha mão. Agora sei que problemas de comunicação me deixam completamente paranóico mas conversar, me expôr e ouvir as outras partes envolvidas me limpa mais que criolina. Ah! e minha língua nem é tão pequena assim.Lava
O hábito de aguentar calado há tempos páira por aqui. E dentro da falsa calmaria moram uma ansiedade de explosão, uma irritação digna dos velhinhos mais ranzinzas e um turbilhão de pensamentos soltos. Aí, na importante hora de pôr a boca no mundo, a garganta seca e a danada da língua que morava ali parece ter fugido. Por quê não falar?
Educação tolhedora, medo de assumir riscos ou a puta que o pariu... só sei que agora quero aguentar mais nada não e ainda quero 2 metros de língua adicionais. Solta a mordaça, Anastácia!
Educação tolhedora, medo de assumir riscos ou a puta que o pariu... só sei que agora quero aguentar mais nada não e ainda quero 2 metros de língua adicionais. Solta a mordaça, Anastácia!
(aquarela de misscapricho. densidade mais leve não há!)
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Caiu! (dos olhos de Iansã)
sábado, 13 de outubro de 2007
Vadiagem
Início de semana abarrotado. Aí vem chegando um feriado já esperado e no meio da semana você já é embalado por música e conversinhas (gostosas) à toa. E o que segue são mais noites e mais conversinhas (agora ao pé do ouvido), abraços fortes, músicas, reboladas, puxadas de cabelo, beijos (...) E as tais noites ficam vadias. Bem vadias mesmo.terça-feira, 18 de setembro de 2007
Os tremeliques de Cinira
E pra relembrar Cinira e Amorzinho em Tieta, espiei aqui e também aqui.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
Clá
'Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber. À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta.A que diz palavras. Palavras ao vento? Que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos
ventos uivantes me chama.'
ventos uivantes me chama.'
Clarice Lispector (A descoberta do mundo)
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